Após câncer de laringe, pacientes falam de superação e participam de evento nacional

O tabagismo é um dos principais fatores de risco de cânceres que acometem órgãos da cabeça e pescoço. Julho é o mês dedicado à prevenção e conscientização.

Com foco em promover o bem-estar, qualidade de vida, troca de experiências, propor soluções para os desafios diários e estimular o enfrentamento sócio-econômico, as fonoaudiólogas do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV) Bruna Fulachi e Dhyanna Suzart idealizaram o encontro de pacientes laringectomizados, em abril de 2019. Desde então, os encontros são mensais – e agora virtuais. A iniciativa deu origem inclusive a um coral, chamado Voz da Esperança, que tem participação especial na programação da campanha Julho Verde, desenvolvida pela Associação Câncer Boca e Garganta (ACBG).

Julho Verde é o mês dedicado a prevenção do câncer de cabeça e pescoço. Também é a razão que reuniu este grupo de pessoas que devido ao câncer de laringe necessitaram passar pelo procedimento de laringectomia. O procedimento é uma cirurgia para a remoção total ou parcial da laringe. “Juntos eles aprenderam a superar funções básicas, tais como a respiração, a fala e alimentação, que ficam comprometidos após a intervenção cirúrgica”, explica Bruna.

E não é só isso que esses pacientes têm em comum. “Muitos deles desenvolveram o câncer a partir do tabagismo, que é um dos principais causadores deste tipo de tumor. Por isso, o grupo também abraçou a missão de promover a conscientização a respeito dos riscos a que os fumantes se submetem”, destaca Dhyanna.

De acordo com Bruna, é raro um fumante ouvir o depoimento de um dos participantes do grupo e não repensar sobre o vício. O prejuízo é para a vida toda e neste caso envolve um processo longo, que requer a ajuda profissional e o apoio essencial da família. “Para aqueles que ainda fumam, eu recomendo que parem o quanto antes, o cigarro destrói a vida do ser humano”, aconselha Jonas da Silva, 61 anos, que passou por uma cirurgia de retirada de laringe total em fevereiro de 2017. Hoje, Jonas consegue se comunicar graças ao desenvolvimento da técnica de voz esofágica, produzida pelo esôfago.

Outro ex-fumante que vivenciou as tristes consequências do tabagismo, foi Dorival Aveiro, 59  anos. Diagnosticado com câncer de laringe, enfrentou a radioterapia, a quimioterapia e não teve jeito, precisou passar pelo procedimento de laringectomia total. “Eu achei que minha vida tinha acabado, mas graças à Deus, à minha família, à equipe médica e às fonoaudiólogas, eu superei tudo”, descreve ele por meio do auxílio de uma laringe eletrônica, que foi doada pelo projeto “Mais Voz”, da ACBG.

Outro ex-fumante que vivenciou as tristes consequências do tabagismo, foi Dorival Aveiro, 59  anos. Diagnosticado com câncer de laringe, enfrentou a radioterapia, a quimioterapia e não teve jeito, precisou passar pelo procedimento de laringectomia total. “Eu achei que minha vida tinha acabado, mas graças à Deus, à minha família, à equipe médica e às fonoaudiólogas, eu superei tudo”, descreve ele por meio do auxílio de uma laringe eletrônica, que foi doada pelo projeto “Mais Voz”, da ACBG. 

A laringe eletrônica é o segundo recurso utilizado pela terapia fonoaudiológica na tentativa de restabelecer a comunicação dos pacientes. “A primeira tentativa é feita com estímulos à voz esofágica. Porém, nem todos pacientes conseguem desenvolve-la. A taxa de sucesso de aprendizado da fala esofágica é inferior a 30%.”, esclarece Bruna. O custo elevado da laringe eletrônica não permite que seja acessível a todos os pacientes.

No grupo acompanhado pelas profissionais do HSV cada integrante se entrega ao seu modo de superação. Por isso, Claudete Aparecida Trevizan Perogil, 61 anos, que passou pelos mesmos desafios que o colega Dorival, se mantém empenhada em desenvolver a fala esofágica. “Ela é uma mulher muito persistente e sempre foi muito comunicativa. Enquanto não aprende a fala esofágica, faz uso de gestos e escrita”, conta Dhyanna.

Os relatos completos de Jonas, Dorival e Claudete serão apresentados durante a programação da campanha da ACBG, que neste ano tem o tema “O câncer tá na cara, mas às vezes você não vê!”. O coral Voz da Esperança também terá destaque. “Hoje o trabalho realizado em Jundiaí com esses pacientes, tem grande relevância e reconhecimento por parte dos próprios pacientes, familiares e demais especialistas. Inclusive nos sentimos honrados em poder levar um pouco deste projeto para o resto do País e contribuir para conscientização sobre os fatores de risco, sintomas e formas de prevenir o câncer de laringe e tantos outros que acometem lábios, língua, tireóide, seios paranasais, dentre outros”, finaliza Bruna.

Conteúdo

Para acompanhar todo o conteúdo da iniciativa, acompanhe as redes sociais da ACBG Brasil (Instagran:@acbcbrasil; FaceBook: /acbcbrasil; YouTube: /acbgbrasil; e Twitter: /acbgbrasil). As redes sociais do HSV também trazem diariamente informações sobre o conteúdo.

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