Máscara do Homem Aranha ajuda paciente oncológico durante tratamento de radioterapia no Hospital São Vicente

Foi com um sorriso e muita positividade, que o Pedro Martins Simões dos Santos, de 10 anos, iniciou na terça-feira, 1º de dezembro, a primeira das 14 sessões de radioterapia no Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV). Diagnosticado com linfoma de Hodgkin, o pequeno guerreiro foi surpreendido com uma máscara especial do homem aranha, seu personagem favorito do mundo dos heróis. O adereço, denominado de molde, é utilizado para imobilizar o paciente durante o tratamento. O uso da máscara reduz a possibilidade de qualquer movimento durante a administração da dose prescrita. 

As máscaras personalizadas são uma tradição do departamento, que sempre prioriza a humanização dos atendimentos, principalmente em casos infantis. Responsável pela arte, a recepcionista, Maria Isabel Cavalcante Oliveira, conta emocionada sobre como é o processo para confecção da máscara. “Os técnicos em radioterapia perguntam aos pacientes qual o personagem que eles mais gostam. É difícil trabalhar com crianças, a gente se envolve muito. Eu fiz de uma maneira que os meus sentimentos fossem externados, que todo o meu carinho pudesse ser transferido para a máscara. As teias são de papel, colei uma por uma e esse processo levou três dias, já para pintar foram dois. Levei cinco dias no total”.

Isabel e Pedro exibem máscara especial

A mãe do paciente, Thamires Martins Simões, conta como foi receber o diagnóstico do filho. “O Pedro reclamava muito de dor nas coxas, mas jamais poderíamos imaginar que fosse um câncer. As dores foram piorando e ele chegou a parar de andar por um período. Levamos ele ao serviço de saúde na cidade de Jarinu e a médica encaminhou o caso para um ortopedista. Após alguns exames descobrimos a doença. Foi um choque e na hora a ficha não caiu. Como mãe, o sentimento inicial foi de incapacidade, mas eu tenho fé e meu filho vai vencer, ele é um milagre”.

Tímido e escondido atrás da mãe, Pedro adorou ter o homem aranha como companheiro nessa jornada. Apesar das dificuldades, Thamires conta que a ação motivou tanto o filho, quanto a família. “Eu achei o projeto da máscara incrível, é uma forma de incentivar a criança a ter coragem pra terminar o tratamento, porque não é fácil. Nós também fizemos muitas coisas para animar o Pedro, pois ele passou muito mal, teve muitos altos e baixos, muitas crises de choro e só a gente sabe como eles se sentem. Agradeço muito todo o carinho”.

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