Na radioterapia, molde especial garante eficácia no tratamento de lesões superficiais

Utilizando radiações ionizantes, a radioterapia é um dos tipos mais eficientes de tratamento oncológico. Grande parte dos pacientes com câncer necessita desse tipo de terapia, que com energia direcionada, tem como objetivo destruir ou impedir que as células do tumor aumentem. Dentre os diversos recursos usados pelos profissionais da área no combate à neoplasia, a medicina conta com o bolus, um molde confeccionado com cera rosa, material de moldagem utilizado na área odontológica e que possui propriedades equivalentes ao tecido humano quando irradiado.

No Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), ao menos 15 pessoas realizam o tratamento oncológico com o auxilio do dispositivo. Em tipos de câncer em que a lesão seja superficial, como por exemplo, o câncer de pele, a massa atua como uma camada de tecido a fim de homogeneizar a dose na região de tratamento. A física médica, Cristiane Barsanelli, explica que recentemente o bolus foi confeccionado para um tratamento na região do nariz. “Por ser um volume pequeno, se o bolus não fosse feito, a região de aplicação não seria adequadamente tratada. O volume de tratamento ideal, que permite uma homogeneidade de dose, é o de um cubo e por isso utilizamos um material que chamamos de tecido-equivalente para moldá-lo”.

Com o auxilio da máscara termoplástica, responsável pela imobilização do paciente, o cubo foi aplicado na face e fixado com fitas adesivas, mantendo o material na posição correta para receber a radiação. “É um recurso que pode ser utilizado em qualquer pessoa, de qualquer idade. Todo o processo de confecção do molde é realizado pela própria equipe da radioterapia. Com esse recurso conseguimos tratar a lesão como um todo, o que traz um grande benefício para os pacientes”, ressalta Cristiane. 

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