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Comissão Intra Hospitalar de Transplantes - CIHT

|Conheça a Comissão Intra Hospitalar de Transplantes - CIHT

O Ministério da Saúde, por meio da publicação da Portaria Nº 2.600 de 29 de Outubro de 2009, determina a constituição da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes em hospitais públicos, privados e filantrópicos, atualmente denominada CIHT (comissão intra hospitalar de transplantes) no Estado de São Paulo.

A existência e o funcionamento de Comissão Intra-Hospitalar de Transplante (CIHT) permite uma melhor organização do processo de captação de órgãos, identificação dos doadores potenciais, abordagem mais adequada de seus familiares, maior dinamismo na articulação entre a Organização de Procura de Órgãos (OPO) e a Central de Transplantes (CTx), permitindo a ampliação qualitativa e quantitativa na captação de órgãos.

Tendo em vista o alto desempenho mostrado pela CIHT do HCSVP, a mesma foi selecionada para participar do Programa Paulista de Apoio às Comissões Intra-Hospitalares de Transplante (PPA-CIHT), elaborado pelo Sistema Estadual de Transplante do Estado de São Paulo.

|Atendimento

Caso tenha dúvidas sobre a doação de órgãos entre em contato: (11) 4583 8155.
Horário de funcionamento: 07 as 16h.
Contato:
encihdott@hsvicente.org.br

|Membros

Dr. Izandro Regis de Brito Santos Diretor Técnico Coordenador da CIHT izandro@hsvicente.org.br
Enf. Thais Fernanda da Rocha Santos CIHT Enfermeira da CIHT encihdott@hsvicente.org.br
Enf. Tetuyo Y. Yokota Coordenadora do Pronto Socorro Membro da CIHT tetuyo.psa@hsvicente.org.br
Dr. Eduardo Leme Pereira Medico/ Neurologia Membro da CIHT sabine6@globo.com
Antonio Matheus de Vechi Psicólogo Membro da CIHT  
Barbara Raquel Roveri Coordenadora do Serviço Social Membro da CIHT barbara.roveri@hsvicente.org.br
barbara.roveri@hsvicente.org.br Responsável Técnico da Equipe de Fisioterapia Membro da CIHT fisioterapia@hsvicente.org.br
 

|Mitos e verdades sobre doação de órgãos

A falta de informação e o preconceito ainda são fatores que limitam o número de doações, o que impede que muitas vidas sejam salvas.

Para ser um doador, basta conversar com seus familiares e amigos sobre seu interesse.

- Para ser um doador, não é necessário deixar nada por escrito em nenhum documento?

Verdade. Para ser doador basta avisar os familiares de primeiro ou segundo grau (pai, filho, irmãos, avós, cônjuges), pois serão eles que assinarão o documento autorizando a doação dos órgãos e tecidos.

- A doação deixa o corpo deformado?

Mito. Os órgãos e tecidos doados são removidos por meio de uma cirurgia. Portanto, a doação não desfigura o corpo.

- A doação de órgãos beneficia muitas pessoas?

Verdade. Um único doador de órgãos e tecidos pode beneficiar pelo menos 10 pessoas que aguardam por um transplante de órgão ou tecido.

- Após a doação de órgãos o corpo precisa ser sepultado em caixão lacrado?

Mito. O corpo pode ser velado ou cremado normalmente e não precisa de nenhum preparo especial a não ser que seja levado a lugares mais distantes, como outras cidades, estados ou países.

- Quase todos os órgãos e tecidos do corpo podem ser doados?

Verdade. Os órgãos e tecidos podem ser doados são: coração, pulmão, fígado, rins, pâncreas, intestinos, pele(camada superficial), ossos, válvulas cardíacas, córneas.

- A família do doador precisa arcar com os custos relacionados à doação?

Mito. O doador ou sua família não tem custos nem ganho financeiro com a doação dos órgãos ou tecidos.

- A grande maioria das religiões é favorável à doação?

Verdade. Todas as religiões pregam os princípios de solidariedade e amor ao próximo, que são as principais características do ato de doar. Até mesmo as religiões que são contrárias À transfusão de sangue não interferem na decisão de doação de órgãos.

- Idosos ou pessoas que já tenham tido alguma doença não podem ser doadores?

Mito. Todas as pessoas podem ser consideradas potenciais doadoras. Atualmente o que determinará a possibilidade de quais os órgãos e tecidos que poderão ser doados é a avaliação do falecido, inclusive em morte encefálica, por meio de exames clínicos, de imagem e laboratoriais no momento da morte.

- Quem tem maiores condições financeiras passa na frente na fila para receber um órgão?

Mito. Todos os cidadãos brasileiros, independente da classe social ou condições financeira, são selecionados por compatibilidade com o doador. O procedimento é feito por um programa de computador seguro que impede fraudes.

- É possível que um paciente em morte encefálica volte a viver?

Mito. A morte encefálica é irreversível, sendo atestada por dois médicos diferentes, seguindo os critérios do Conselho Federal de Medicina, que tem a finalidade de comprovar a ausência de reflexos do tronco encefálico (cérebro), através da realização de dois exames clínicos e um teste gráfico. Somente nesta condição é possível a doação de múltiplos órgãos.

|Perguntas freqüentes

Quantas pessoas necessitam de transplantes por ano no Brasil?

Aproximadamente 60 mil pessoas estão em lista de espera por um transplante. Esse número aumenta a cada dia e menos de 10% dos candidatos recebem um órgão doado a cada ano.

Quem realiza os transplantes no Brasil?

Segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos - ABTO (www.abto.org.br ) existe, no Brasil, cerca de 400 equipes médicas cadastradas para realizar transplantes de órgãos e tecidos, como rim, rim/pâncreas, fígado, coração, pulmão, medula óssea e córnea, entre outros.

Quem paga o transplante?

No Brasil mais de 90% das cirurgias são feitas pelo SUS e cobertas por ele durante o atendimento que o antecede, como no acompanhamento após o transplante. Alguns transplantes são cobertos por planos privados de saúde. Deve ficar claro que, independentemente da forma como o transplante é pago (pelo SUS ou não), a chance de receber um órgão é a mesma.

O que limita o número de transplantes?

O principal fator limitante é o pequeno número de doadores de órgãos.

Existe legislação que regulamenta a atividade de transplantes no Brasil?

Sim, a legislação é ampla e complexa. Entre elas, podemos citar:

Resolução CFM 1.480/97 – o Conselho Federal de Medicina definiu os critérios clínicos e os exames necessários para o diagnóstico de morte encefálica (morte do paciente), resultando nesta resolução.

Lei 9.434/97 – Criado o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) para controlar e organizar a atividade. Os transplantes de órgãos e tecidos só podem ser realizados por equipes e hospitais autorizados e fiscalizados pelo Ministério da Saúde.

Lei 9.434/97 – Criado o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) para controlar e organizar a atividade. Os transplantes de órgãos e tecidos só podem ser realizados por equipes e hospitais autorizados e fiscalizados pelo Ministério da Saúde.

Portaria Nº 2.600, de 21 de Outubro de 2009 - Aprova o Regulamento Técnico do Sistema Nacional de Transplantes.

Resolução SS 142, de 11-11-2014 - Aprova a implantação do Programa Paulista de Apoio às Comissões Intra-Hospitalares de Transplante, determina critérios para seleção e dá outras providências

É importante ressaltar que, podem ser encontradas, algumas diferenças na legislação Estaduais.

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