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Nossa História

|A Conferencia Vicentina

O final do século dezoito foi marcado pelas desigualdades sociais. As ideias revolucionarias que se achavam em voga aniquilavam, quase que totalmente, o conceito cristão da caridade. A miséria e a fome, deixavam, em quase todo o mundo, muitas famílias desabrigadas. Em Paris, apesar de todo seu esplendor e riqueza, de sua fama de cidade luz, a situação não era diferente, o conceito de esmola fora desvirtuado e os pobres abandonados à própria sorte, eram poucos os que deles se ocupavam.

Nesse cenário caótico vamos encontrara presença do ainda jovem, acadêmico e literato, Antonio Frederico Ozanam, de sólidos princípios religiosos, que, sensibilizado com o sofrimento dos indigentes, convidou alguns amigos para fundarem uma sociedade caritativa, denominada Sociedade São Vicente de Paulo, com o objetivo de socorrer aqueles que com fome, doentes e quase sempre sem um teto para se abrigarem, perambulavam pelas ruas de Paris mendigando a caridade pública.

Seguindo os passos de São Vicente de Paulo, em quem se inspirou para a criação da sociedade, ele e seus companheiros, restaurando o verdadeiro conceito de caridade crista, além de suprir as necessidades materiais de abrigo, alimentos e remédios a seus socorridos também lhe faziam visitas periódicas, levando-lhes afeto e fortalecimento moral com palavras de fé e esperança.

O ideal de Ozanam e de seus companheiros não demorou a frutificar. Em pouco tempo as sociedades Vicentinas, com seu real conceito de cristã, espalharam-se por todo o mundo católico.

|Em Jundiaí

No dia cinco de dezembro de 1897, em Jundiaí, no consistório da Igreja Matriz Nossa Senhora do Desterro, com a presença do cônego Agnello de Morais, vigário da paróquia, Os Srs.: Sócrates Fernandes de Oliveira, Francisco Napoleão Maia, Paulo Guatemozim da Fonseca, José Adrião Cassalho Júnior, Joaquim Antonio Batista Costa Júnior, Saturnino Corrêa da Silva, Pedro Leão Gomes, Luiz Gonzaga Baptista Martins, João Baptista S. Morais, João Baptista de Souza e João José de Araújo, fundaram a conferência Vicentina Nossa Senhora do Desterro, hoje denominada Sociedade de São Vicente de Paulo, com os mesmos propósitos da célula mater de Paris: visitar e amparar os pobres, praticar a caridade e as obras de misericórdia, indo até a choça humilde do necessitado, amparando-o e aos seus, tal qual São Vicente de Paulo, o patrono da Sociedade.

Procurando cumprir com o zelo e determinação os propósitos da Conferência Vicentina, seus membros iniciaram imediatamente a praticar as obras de caridade e que se propuseram, distribuindo gêneros alimentícios, roupas e agasalhos, providenciando melhores condições e moradia aos seus socorridos e facultando assistência medica e remédios aos que se encontravam enfermos.

|A Ideia do Hospital

Apesar de toda a dedicação devotada aos pobres, os Vicentinos sentiam que mais alguma coisa deveria ser feita para completas a assistência social que desejavam. Faltava um hospital, mas isso era uma empreitada difícil, quase impossível.

Quase impossível... Não impossível, pensou o confrade Sócrates de Oliveira. Decidido a concretizar tal objetivo, que sabia ser também o desejo de seus companheiros, na reunião do dia 13 de agosto de 1899 sugeriu que a Conferencia Vicentina criasse um hospital de caridade na cidade.

Sua proposta constou na ata da reunião, por ele mesmo redigida, com os seguintes termos:

“Pelo confrade Sócrates de Oliveira foi feita proposta para a Conferência fundar nesta cidade um hospital de misericórdia para tratamento de enfermeiros não só socorridos da Conferência como estranhos, para o que indica ficar a mesa autorizada a pedir um terreno à Câmara Municipal, ou a qualquer particular e mandar fechar imediatamente tomando posse de acordo com as Leis, de forma a haver perfeita garantia para o futuro. Feito isto, indica ainda que em sessão imediata seja nomeada uma comissão de cinco membros, pessoas estranhas, fora o presidente da Conferência e o Rev.. Vigário que também serão a ela incorporados, aquele como chefe da comissão e este como consultor e assistente, comissão esta que encarregar-se-á das obras do edifício para o que receba da Conferência a planta, ordens e instruções que escrupulosamente cumprirá. Caso em qualquer tempo haja desacordo entre ela e a Conferência, será logo substituída por outra, exceto o Presidente e o Consultor. O mesmo proponente apresenta um projeto de planta, o qual fica em discussão até definitiva resolução, ficando certo que qualquer forma que tenha o edifício, será principiado por aposentos de maior urgência e só será vestido o edifício exteriormente depois de todo acabado e isto a fim de poder-se quanto antes utilizá-lo, mesmo com caráter provisório. Propõe ainda que seja aprovado um regimento interno, o qual será feito ou escolhido em sessão dentre os apresentados oportunamente pelos confrades. Sendo em ata aprovadas todas estas propostas e indicações e nada mais havendo a tratar-se precedeu-se a coleta que rendeu 9$500 e o Sr. Presidente encerra a sessão com as orações de costume. Eu Sócrates F. de Oliveira, secretario fiz esta ata. (a) Zacarias de Góis.”

O Conteúdo dessa ata histórica deixa evidente que o Sr. Sócrates de Oliveira ao apresentar a proposta inicial para a criação do hospital já havia analisado as possibilidades de tal empreitada, e se conscientizado de sua viabilidade, o que o incentivou a tomar algumas providências, como o estudo de uma planta para o futuro prédio do Hospital e se informar sobre as providências sociais e administrativas, necessárias para a sua implantação.

Tão logo a proposta do confrade Sócrates foi acolhida pelos integrantes da Conferência, seus membros iniciaram a elaboração dos artigos e cláusulas que iriam compor um regulamento interno, necessário para o bom funcionamento do hospital e apresentá-los para apreciação da sociedade em reunião destinada a tratar do assunto, marcada para o dia cinco de novembro do mesmo ano.

No dia e hora marcados, com a presença do vigário da paróquia, cônego Agnello de Morais, especialmente convidado para emitir seu parecer, após a leitura e aprovação de cada uma de suas cláusulas e artigos, o regulamento foi aprovado por unanimidade e transcrito na ata da reunião.

A denominação escolhida para o hospital naquela oportunidade, “Hospital de Caridade da Conferência de N. S. do Desterro da Sociedade S. Vicente de Paulo em Jundiaí”, já por si expressava sua real finalidade, prestar internação médica gratuita aos enfermos pobres atendidos pela sociedade vicentina, finalidade que, apesar das alterações administrativas sofridas nestes cem anos de existência é mantida até os dias atuais, agora com uma abrangência ainda maior, tanto no número de internações quanto nos recursos modernos da medicina, colocados à disposição de todos, sem distinção de classe social, e mantendo o mesmo espírito Vicentino de humildade e amor ao próximo, principalmente aos menos favorecidos, proclamado através das conferências vicentinas por Antonio Frederico Ozanam em 1833.

|A ideia se materializou

Na reunião do dia cinco de novembro de 1899 igualmente histórica para os confrades Vicentinos, além dos estatutos foi também aprovado o conselho diretor do hospital, denominado “mordomia”, a qual estaria sempre sob a supervisão do Presidente da Conferência Vicentina e do Vigário da paróquia. Os escolhidos para tal responsabilidade foram os senhores Cel. Sebastião Ferreira, Tte. Francisco de Queiroz Telles, Francisco de Albuquerque Cavalcante, Major Boaventura Mendes Pereira, José Francisco de Queiroz Telles e Paulo Prates da Fonseca, que desde então seriam os responsáveis pela implantação e manutenção do hospital.

Os Vicentinos sabiam que os doentes não podiam esperar a construção de um prédio para o funcionamento do hospital, era preciso iniciar imediatamente o atendimento médico hospitalar aos necessitados. Assim, provisoriamente, foi alugada uma casa na antiga rua Areião, hoje Dr. Leonardo Cavalcante. Nesse local no dia 18 de fevereiro de 1900, com missa, transladação e benzimento da imagem de São Vicente de Paulo os Vicentinos davam primeiros passos para concretizar seu ideal.

A partir de seu funcionamento o hospital ganhava vida própria e como tal precisava existir como pessoa jurídica. Para cumprir essa exigência legal em reunião do dia 10 de março de 199 foi elaborado um estatuto específico para o hospital, que em seguida, foi registrado em Cartório cuja certidão foi publicada no Diário Oficial e integra aos arquivos da Conferência Vicentina.

O prédio próprio do hospital não demorou a se tornar realidade, em 30 de setembro de 1900, o Sr. Paulo Prates da Fonseca, doou aos Vicentinos metade de uma quadra de terreno, situada entre as avenidas 2a. e 3a. da Vila Antonio Leme.

Nesse terreno, graças à dedicação dos Vicentinos, e a generosidade do engenheiro Maurício Dumangin, que não cobrou honorários por seus serviços, iniciou-se a construção do prédio próprio do hospital, que em 28 de março de 1901 já estava com uma parte construída e parcialmente apta a receber os primeiros doentes.

As obras continuaram, e apesar das dificuldades, no dia 20 de dezembro de 1902, o hospital, a partir dos novos estatutos denominado “Hospital de Caridade São Vicente de Paulo”, começou a funcionar efetivamente.

Mesmo funcionando regularmente a partir do dia 20 de dezembro de 1902, data considerada oficialmente como a da fundação, só em 1906, mais precisamente no dia 17 de março, após muito trabalho e vencendo muitos percalços, o edifício do hospital, inclusive sua fachada, a última parte a ser erigida, estava totalmente concluído e foi inaugurado.

Nesse mesmo dia, em ata da Conferência Vicentina, consta a doação dos muros do hospital pelas filhas do Dr. Francisco Telles, que teriam observado durante a cerimônia de inauguração que estes apesar de imprescindíveis não estavam erguidos no contorno do prédio.

|As Irmãs Franciscanas

No dia 17 de março de 1906, quando após seis anos em obras, se encontrava totalmente construído inclusive com sua fachada terminada, e inaugurado já contava com a presença das irmãs Franciscanas que desde o dia primeiro desse mesmo mês e ano assumiram a direção do hospital iniciando para os Vicentinos, responsáveis pela sua organização e manutenção, uma brilhante caminhada para o futuro.

A dedicação diuturna das irmãs franciscanas aos doentes, seu amor ao próximo traduziam a verdadeira filosofia dos Vicentinos, idealizadores, fundadores e mantedores do hospital.

Nos relatórios do Hospital São Vicente de Paulo que a Conferencia Vicentina publicava anualmente havia sempre uma menção elogiosa às Irmãs Franciscanas, as quais não obstante serem em número reduzido, sob a orientação da superiora cumpriam com muita eficiência os afazeres administrativos e dispensavam toda atenção e carinho aos enfermos, para os quais tinham sempre uma palavra de conforto para lhes amenizar as dores.

Quem teve oportunidade de conhecer o Hospital São Vicente na época em que as “Irmãs de Caridade”, assim denominadas as franciscanas que estavam à frente do hospital deve se recordar de tê-las visto em seus hábitos brancos, presentes em todas as atividades hospitalares, como enfermeiras, assistindo aos médicos durante as consultas e intervenções cirúrgicas, cuidando das parturientes, e dos recém-nascidos, doentes e se preciso até desempenhando funções mais humildes. Tudo com muita abnegação e dedicação.

Quem nos fala hoje sobre o trabalho desenvolvido pelas Irmãs Franciscanas no Hospital São Vicente, são as irmãs Conceição e Petronilha, que permaneceram no mesmo até 1973 quando a congregação se retirou do Hospital. A irmã Conceição, que segundo seu relato, trabalhou no Hospital São Vicente há trinta anos atrás. A portaria Central foi construída enquanto a irmã ainda trabalhava no Hospital, sendo que a idéia de sua construção foi da própria irmã. A irmã Conceição explica que sua Congregação trabalhou no Hospital durante sessenta e sete anos, de 1906 até 1973. Em 1906, sua Superiora, Madre Cecília aceitou o convite do Superior Geral para vir a Jundiaí, sendo que a Congregação foi fundada por ela, no ano de 1900 na cidade de Piracicaba, portanto tinha somente seis anos. Conforme salientou a irmã Conceição, Madre Cecília está em processo de canonização nos dias de hoje. Ao chegar em Jundiaí, Madre Cecília trabalhou até 1916 com sua Comunidade. Após certo tempo, a irmã Cecília sofreu uma cirurgia oftalmológica. Ela foi encaminhada a São Paulo pelo Dr. Domingos Anastácio, infelizmente a cirurgia não foi bem sucedida e a irmã perdeu a visão de um do olhos. Após este acontecimento, a irmã Cecília voltou ao Hospital São Vicente e em 1919, a Madre foi embora definitivamente do Hospital, deixando sua Comunidade, que foi se renovando até 1973. Neste ano, a Sociedade Vicentina fez um Comodato com a Prefeitura e foi aberta a Faculdade de Medicina de Jundiaí. Com o tempo, foi exigido à Congregação que fornecesse seis irmãs de alto padrão de enfermagem. Como a Congregação somente possuía duas, seria necessário conseguir entre outras Comunidades atuantes em Hospitais, mais quatro. Como não era possível, a Prefeitura mandaria vir quatro enfermeiras do Governo para atuar no Hospital São Vicente, e as irmãs que já se encontravam aqui, ficaram submissas a elas. Não havendo entendimento entre as partes, a Congregação retirou-se definitivamente do Hospital em 1973. Muitas irmãs trabalharam aqui, nos primeiros tempos, havia muitas dificuldades, existem relatos escritos sobre esta época quando a fundadora angariou fundos para a compra das primeiras imagens de São Francisco, que está abraçado à cruz de Jesus Cristo e a imagem de São Vicente, que foi a primeira a chegar ao Hospital. A irmã Conceição também relata que no começo a Congregação sofreu bastante, pois as dificuldades de uma casa como esta, um Hospital de Caridade junto aos Vicentinos, havia muito trabalho para conseguir levar adiante. A imã Petronilha pede a palavra e inicia seu relato, dizendo que veio trabalhar no Hospital em 1948, a irmã era menor de idade e trabalhou durante um ano e meio. Ela acordava às 6hrs e trabalhava todos os dias até às 20hrs.

Em 27 de maio de 1933, foi inaugurada uma nova Enfermaria para homens, sendo a antiga Enfermaria em quartos para pensionistas. Foi adquirida também para a “Sala de Operações” uma lâmpada – Asciatica – modelo grande e uma moderna mesa – Annoye -, ficando assim o Hospital em melhores condições de desempenhar os misteres para o que foi criado...

No ano de 1933, o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo contava com uma enfermaria para Senhoras, com 16 leitos, duas enfermarias para Homens, uma montada Sala de Operações, 02 salas para Consultórios e Curativo, Sala de banho Ultra Violeta, Farmácia e demais dependência...

O Corpo Clínico da época era composto por três efetivos e mais dois especialistas.

Havia poucos funcionários, e naquela época a Superiora era a Madame Catarina; a irmã conta que rodas se revezavam no serviço, davam banho nos pacientes, faziam a limpeza, serviam os pacientes, atendiam os mesmos quando estes tocavam a campainha, a irmã ainda relata que mesmo que elas estivessem em horário de almoço, se o paciente chamasse, elas levantavam-se para atendê-lo. A casa era pobre, mas naquela época as pessoas cooperavam. A irmã lembra que na época, quem trabalhava na Farmácia era o Sr. Rodrigo, cuja foto encontra-se no Anfiteatro do Hospital. Ela relata que o Sr. Rodrigo chegava bem cedinho e ajudava a irmã da Farmácia. Para a irmã Petronilha, este foi um trabalho muito compensador, porque encontrou sua vocação religiosa, que é uma vida de maior sacrifício e doação, pois ela entrou para o Convento. A irmã comenta, que hoje, ao subir as escadas para dirigir-se à Diretoria, ela lembrou-se que naquela época este recinto era a Clausura, lugar onde leigos não podiam entrar. A irmã somente pôde subir quando já era noviça. Hoje ela continua seu trabalho na Cidade Vicentina. Ao iniciar seu trabalho no Hospital, ela sentiu que deveria ser Franciscana, e após ano e meio já iniciou na Congregação. A irmã Petronilha informa ainda que as irmãs Felissíssima e Verônica durante trinta anos, assim como a irmã Dionísia, falecida aqui no Hospital, foram as últimas que trabalharam no Hospital. A irmã Petronilha trabalhou até agosto de 1972, também como Superiora. Naquela época em 1907 era inaugurada a farmácia do Hospital, havia a pediatria, mas as crianças permaneciam com suas mães. A irmã citou também, alguns provedores do Hospital, tais como os Srs. Brasil de Campos e Armênio Ladeira; a irmã comenta que também foi construído um Ambulatório na Cidade Vicentina, na época em que o Sr. Luiz Chrispim era o presidente da Entidade.

É fácil aquilatar o quanto foi importante a presença das Irmãs Franciscanas do Coração de Maria para a administração interna do recém criado Hospital São Vicente, cuja superiora e fundadora da Congregação, Madre Cecília do Coração de Maria, através de sua fé e devotamento aos doentes mantinha acesa a chama de caridade e a humildade das irmãs que a acompanhavam nas lidas do hospital.

Madre Cecília do Coração de Maria, Mamãe Cecília, faleceu totalmente lúcida aos 98 anos e está em processo de canonização com possibilidades de até o próximo ano receber o título de venerável.

Madre Cecília nasceu em Piracicaba no dia 7 de julho de 1852, filha do casal Pedro Liberato Macedo e Dona Rosa Martins Bonilha, e batizada no dia 7 de novembro do mesmo ano com o nome de Antonia.

Seu sonho sempre fora tornar-se religiosa, mas obedecendo a vontade paterna, contraiu matrimônio com o Sr. Francisco José Borges Ferreira. Dedicou-se como esposa e mãe exemplar durante sete anos ao seu novo estado, mais tarde, como um golpe do destino ocorreu o falecimento de seu esposo.

Sobrou-lhe então a missão de criar sozinha, com os recursos de sua oficina de costura, dois filhos e uma filha excepcional. Madre Cecília além dos encargos domésticos ainda dedicou-se ao ensino do catecismo em Piracicaba, e devotou-se aos necessitados.

A viuvez, lhe fez renascer a aspiração de se tornar religiosa. O Capuchinho Frei Luiz Maria de São Tiago tinha acabado de fundar a Ordem III de São Francisco, e Madre Cecília externando o desejo de ingressar na Ordem, seu pedido foi atendido e recebeu o nome de Cecília. Foi logo eleita a primeira Ministra da Ordem.

Certo dia, em sua oficina de costura teve a inspiração de fundar uma casa em que juntamente com algumas irmãs pudesse levar uma vida de oração e trabalho.

Frei Luiz aprovou seus propósitos e classificou-se como inspiração do céu e conforme o espírito Franciscano ordenou-lhe pedir aprovação aos reverendíssimos superiores.

Com a aprovação da autoridade eclesiástica, mas sob a direção do Frei Luiz, irmã Cecília fundou o Asilo de Órfãs Coração de Maria Nossa Mãe, onde se dedicou ao serviço de Deus e do próximo, animando outras almas, e realizando as atividades religiosas.

Foi tão maternal que meninas e irmãs com ternura a chamavam de Mamãe Cecília popularizando-a em Piracicaba e onde houvesse uma Comunidade Franciscana do Coração de Maria.

Em 1902 essa imensidão de caridade se tornou o berço da Congregação das irmãs Franciscanas do Coração de Maria, a qual Madre Cecília imprimiu o espírito seráfico recebido do piedoso fundador e diretor.

Recebeu, em 1906 o convite do supervisor geral para vir a Jundiaí, durante 16 longos anos. Nesta comunidade, sofrendo um problema visual, é encaminhada para São Paulo pelo Dr. Domingos Anastácio, para uma cirurgia oftalmológica.

A cirurgia não foi bem sucedida e Mamãe Cecília perdeu uma das vistas. Após esse acontecimento Mamãe Cecília voltou ao hospital São Vicente, e em 1919 saiu definitivamente de Jundiaí e voltou a Piracicaba.

Mais tarde falecendo o fundador da Congregação das Irmãs Franciscanas do Coração de Maria, Mamãe Cecília levou adiante seu trabalho, expandindo suas obras e beneficências. Logo em seguida, em 2 de dezembro de 1945 graças a bondade de vossa Santidade o papa Pio XII recebeu o Decretum Ludis.

Aos 6 de setembro de 1950 Nosso Senhor veio colher esse fruto sazonado levando então Mamãe Cecília ao encontro de suas filhas celebrando então nos céus o jubileu áureo de sua congregação que foi realizada em 30 de setembro de 1960. Mamãe Cecília do Coração de Maria, através de sua fé e devotamento empregou a prática de caridade compassiva para com todos, deixando para seus irmãos e companheiros a importante missão do amor e carinho para com o próximo.

|Fonte:

Livro – “Hospital São Vicente de Paulo, cem anos de medicina e dedicação”. Setembro de 2002. Editora Opinião.

|Quase cem anos depois

A equipe do NIR é composta de um Médico, uma Enfermeira e uma Agente administrativa. O NIR funciona das 7 às 17 horas de segunda a sexta-feira.

O Hospital de Caridade São Vicente de Paulo transformou-se para o orgulho dos habitantes da cidade de Jundiaí, em um Hospital de Alta Complexidade.

Apesar de ter crescido e ampliado seus atendimentos, o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo não perdeu a principal característica que motivou sua fundação, ou seja a Filantropia.

O Hospital possui o Selo de Entidade Filantrópica, mas o São Vicente é muito mais do que um Título, ele é o próprio sentido da Filantropia, pois está enraizado dentro de suas paredes, o amor pelo trabalho de cuidar, a dedicação de nossos profissionais, que apesar das dificuldades, incorpora este sentido dentro de si.

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