Desafios marcam o Dia Nacional do Doador de Sangue

Nesta sexta-feira, 25, é o Dia Nacional do Doador de Sangue. A data tem o objetivo de homenagear os doadores de sangue pelo gesto solidário e sensibilizar as pessoas sobre a importância da doação para salvar vidas. Em Jundiaí, a Colsan é um dos principais hemocentros da região e grande parceiro do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), que é referência para atendimentos de alta complexidade em cardiologia, neurologia, traumatologia/ortopedia, oncologia e urgência e emergência para cerca de 900 mil habitantes. Atualmente os estoques estão 30% abaixo da média habitual.

Uma pessoa adulta tem em média cinco litros de sangue e em uma doação são coletados no máximo 450ml de sangue. A quantidade de sangue retirada não afeta a saúde do doador porque a recuperação é imediatamente após a doação. Também é importante dizer que o sangue é insubstituível, sendo um composto de células que cumprem funções como levar oxigênio a cada parte do corpo, defender o organismo contra infecções e participar na coagulação.

No HSV, são consumidas cerca de 1.200 bolsas de sangue a cada mês. Segundo o médico hematologista e gerente médico da Colsan, Dr. João Augusto Fernandes Gonçalves, as bolsas de sangue são essenciais para diversas situações corriqueiras de um hospital. “Pode salvar a vida de pessoas que se submetem a tratamentos e intervenções médicas de grande porte e complexidade, tais como cirurgias, traumas, transfusões, procedimentos oncológicos e outras situações”, destaca.

Todo sangue doado é separado em diferentes componentes (hemácias, plaquetas e plasma) e assim pode beneficiar mais de um paciente com apenas uma unidade coletada.

Ao se candidatar a doar é preciso passar por uma entrevista que tem o objetivo de dar maior segurança para o doador e para os pacientes que receberão o sangue, sendo de extrema importância responder as perguntas com sinceridade!

Quem pode doar:

Podem doar sangue as pessoas que tiverem idade entre 16 e 69 anos, sendo que a primeira doação deve ser feita, obrigatoriamente, até os 60 anos. Menores de 18 anos só podem doar com a autorização dos responsáveis legais. Todo doador deve apresentar um documento original com foto.

O doador deve pesar mais de 51 quilos, não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas que antecedem a doação e não fumar por pelo menos duas horas antes da doação. Em situações de risco acrescido a doação não será autorizada. A doação de sangue é um procedimento seguro e saudável, não causa nenhum risco.

Se o voluntário tiver almoçado, o procedimento deve ser feito três horas depois. Se for um doador frequente, é preciso obedecer ao intervalo para a doação, que deve ser de dois em dois meses para homens, que podem doar no máximo quatro vezes por ano, e de três em três meses para mulheres, que podem doar no máximo três vezes por ano.

Doações de sangue na pandemia:

Com a pandemia, muitas dúvidas surgiram em torno da doação. Porém, Dr. Gonçalves explica que o gesto, além de solidário, é totalmente seguro. “Todos os protocolos de segurança estão sendo seguidos. As doações podem ser agendadas por meio do aplicativo `Colsan – Doe Sangue, Doe Vida´, disponível nas lojas de aplicativos on-line. No ambiente físico, sinalizamos o distanciamento e reforçamos as práticas de higienização, com frascos de álcool gel em vários locais e a obrigatoriedade do uso de máscara”, explica.

Quanto às dúvidas mais comuns, principalmente relacionadas à covid-19, o médico explica que a doação de sangue não compromete a imunidade e que as pessoas que tiveram a doença podem doar, desde que seja respeitado o intervalo de 30 dias após o fim dos sintomas. Quem teve contato com pessoas diagnosticadas ou suspeitas para covid-19, devem esperar o intervalo de 14 dias.

Os interessados devem procurar a Colsan, localizada na Rua 15 de Novembro, Nº 1498. O telefone para contato é 4521-4025.

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