Fibromialgia: tratamento multidisciplinar é a chave para melhor qualidade de vida

Dor generalizada, cansaço extremo e sono que não descansa. Esses são alguns dos principais sinais da fibromialgia, uma síndrome crônica que afeta entre 2% e 3% da população brasileira e ainda gera dúvidas quanto às causas e ao tratamento. A doença está no centro da campanha nacional Fevereiro Roxo, que também reforça a conscientização sobre o lúpus e o Alzheimer.

“A fibromialgia é considerada complexa porque costuma ser multifatorial. Não é como uma inflamação, em que você trata um ‘tecido’ em específico. A fibromialgia é uma síndrome em que o sistema nervoso central interpreta determinados estímulos não dolorosos como dor; por exemplo, a tensão muscular ao sentir frio. O nível de dor mediante a esses estímulos é sempre muito alto”, explica a fisioterapeuta do Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV), Janaína de Brito Cardoso Pereira.

Frequentemente diagnosticada em mulheres entre 30 e 55 anos, o desenvolvimento da síndrome pode estar atrelado a fatores genéticos, emocionais, estresse ou experiências traumáticas. O diagnóstico da fibromialgia é realizado por um médico reumatologista ou clínico geral e baseia-se no histórico do paciente e exame físico.

A fibromialgia costuma afetar mulheres entre 30 e 55 anos

O tratamento da fibromialgia é multidisciplinar. “No que cabe à fisioterapia, a prática do exercício físico é essencial para garantir melhor qualidade de vida. O tratamento também inclui o acompanhamento médico para monitoramento da doença e prescrição de medicamentos, a psicoterapia para manejo do estresse, uma alimentação balanceada indicada por um nutricionista, entre outras abordagens profissionais. Essas estratégias ajudam a reduzir a intensidade dos sintomas e favorecem a autonomia do paciente”, aponta a fisioterapeuta.

Movimentar o corpo faz parte do tratamento e é tão importante quanto o uso de medicamentos. “O equilíbrio entre dor e movimento ocorre quando a fisioterapia é planejada e realizada de modo individualizado; de acordo com a fase da síndrome em que o paciente se encontra. Quando bem prescrita, de forma progressiva, respeitando os limites e queixas do paciente, a atividade física ajuda a controlar essa sensibilidade acentuada, promove o condicionamento físico e melhora a qualidade do sono. Exercícios aeróbicos leves a moderados, fortalecimento muscular e atividades de mobilidade costumam apresentar ótimos resultados”, reforça Janaína.

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