Atuação estratégica, monitoramento permanente e capacidade de resposta qualificam possível enfrentamento ao cenário sazonal
O Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSV) conduz, de forma permanente e estruturada, o monitoramento dos casos relacionados a síndromes respiratórias, com acompanhamento rigoroso dos pacientes internados e análise contínua do comportamento da demanda nas unidades de Pronto
Atendimento sob sua gestão. A atuação integrada entre as equipes assistenciais e áreas estratégicas assegura leitura qualificada dos indicadores e organização dos fluxos, garantindo eficiência operacional, segurança assistencial e tomada de decisão baseada em evidências.
A partir da análise contínua do cenário assistencial, a Instituição já estruturou um plano de contingência para resposta ao possível aumento da demanda, especialmente com a chegada do outono, período historicamente associado à maior circulação de vírus respiratórios. O planejamento estabelece, de forma escalonada, a adoção de medidas nos Prontos Atendimentos, incluindo a ampliação de equipes, a adequação da infraestrutura e a expansão dos pontos de oxigênio, assegurando capacidade de resposta ágil, eficiente e compatível com a evolução do cenário assistencial.

HSV mantém monitoramento contínuo dos atendimentos
Os dados mais recentes evidenciam o avanço da demanda por atendimentos relacionados a quadros respiratórios. Ao longo de 2025, foram registrados 39.428 atendimentos nas unidades administradas pelo HSV. No recorte de janeiro a março de 2025, foram 5.889 atendimentos. Já em 2026, até o dia 24 de março, o volume chegou a 6.339 atendimentos, indicando aumento na procura pelos serviços e reforçando a necessidade de acompanhamento contínuo do cenário assistencial.
De acordo com o infectologista do HSV, Dr. Marco Aurélio Cunha de Freitas, esse crescimento é esperado e está diretamente relacionado a fatores sazonais. “Esse aumento ocorre todos os anos, especialmente nos meses mais frios, quando as pessoas permanecem mais tempo em ambientes fechados e com menor ventilação, o que facilita a transmissão de vírus respiratórios. Apesar disso, não é motivo para pânico. A maioria dos casos é leve e pode ser acompanhada em casa, com orientação adequada”, explica.

Quadros com coriza, tosse, dor de garganta e febre baixa são comuns neste período
O especialista orienta que sintomas como coriza, tosse, dor de garganta e febre baixa podem ser inicialmente manejados com medidas simples, como hidratação, repouso e observação da evolução do quadro. No entanto, é fundamental buscar um Pronto Atendimento diante de sinais de maior gravidade, como falta de ar ou dificuldade para respirar, febre alta persistente, piora progressiva dos sintomas, dor no peito ou alteração do estado geral, como fraqueza intensa ou sonolência excessiva. A atenção deve ser redobrada em idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas.
“Buscar atendimento no momento certo e, especialmente, no serviço de saúde correto, garante assistência mais rápida para quem realmente precisa e contribui para evitar a sobrecarga dos serviços”, reforça o médico.







