A presença de bactérias em objetos como o celular torna a higienização ainda mais importante na prevenção de doenças
Lavar as mãos é uma das formas mais eficazes de evitar a transmissão de doenças infecciosas. Ainda assim, mais de 95% da população mundial não realiza a higienização de forma adequada, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com a entidade, cerca de 25% das mortes por doenças infecciosas poderiam ser reduzidas com a adoção dessa simples medida.
O celular, presente em praticamente todos os momentos do dia, pode ser um dos principais vilões invisíveis da saúde. Estudos apontam que a tela desses dispositivos pode concentrar até 30 vezes mais bactérias do que um banheiro público. Ao manusear o aparelho com frequência e, em seguida, tocar o rosto, alimentos ou outras superfícies, cria-se um ciclo constante de contaminação. Nesse contexto, a higienização correta das mãos deixa de ser apenas um hábito básico e passa a ser uma medida essencial de proteção.

O celular pode ser um grande condutor de bactérias se não for higienizado regularmente
Doenças que podem ser evitadas
“A higienização das mãos atua diretamente na prevenção de diferentes tipos de doenças. Entre elas estão as respiratórias, como COVID-19, gripe e resfriado comum. Isso acontece porque é comum levarmos as mãos ao rosto, facilitando a entrada de vírus pelo nariz, boca e olhos, especialmente após o uso do celular, que pode estar contaminado. Também estão na lista as doenças gastrointestinais, como gastroenterite, salmonelose e hepatite A, frequentemente transmitidas por alimentos contaminados ou pelo contato com mãos sujas”, explica a infectologista do HSV, Dra. Maria José Kassab Carvalho.
Além disso, infecções bacterianas e parasitárias, como conjuntivite, verminoses e impetigo, podem ser contraídas por meio do contato com superfícies contaminadas. Em ambientes de saúde, a falta de higiene adequada das mãos está diretamente ligada às infecções hospitalares, colocando em risco pacientes e profissionais.
Quando e como higienizar as mãos?
A recomendação da OMS é que a higienização seja feita com água e sabão ou álcool em gel, especialmente em momentos-chave do dia, como antes de preparar ou consumir alimentos; ao cuidar de pessoa doentes; após usar o banheiro ou trocar fraldas; depois de tossir, espirrar ou assoar o nariz; após contato com animais; ao manusear lixo.
“A higienização das mãos pode ser feita tanto com água e sabão quanto com álcool em gel 70%, mas cada situação exige um cuidado específico. A lavagem com água e sabão é indispensável quando há sujeira visível nas mãos, após usar o banheiro, antes de comer ou preparar alimentos, após contato com lixo, animais ou superfícies potencialmente contaminadas”, alerta Dra. Maria.
Já o álcool em gel é indicado como uma alternativa prática quando as mãos não estão visivelmente sujas, especialmente em situações como estar na rua, no transporte público, no trabalho ou em locais sem acesso imediato a pia e sabão.
O processo deve incluir todas as partes das mãos, com fricção adequada e tempo suficiente para eliminar os microrganismos. Durante crises sanitárias, o alerta se intensifica. Diante de dados tão expressivos, e com o celular atuando como um importante vetor de contaminação no cotidiano, especialistas são unânimes: manter as mãos limpas é um cuidado indispensável para a saúde individual e coletiva.

Higienizar as mãos é um gesto simples que protege e previne diversas doenças








